eduarda
E se os lábios percorrem As avenidas do teu corpo...
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

fogo de palha, estalinho




- um fogo de artifício
- porra, isso que o rafael foi
- é
- será
- não mais
- sei lá
- haeuhaeuhaeuhaeuha
- todo fogo de artifício, por mais belo e ardente: estoura, brilha, encanta, dói e apaga.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar ALÉM

sábado, 9 de janeiro de 2010

Hoje

descobri que sou muito brasileira

domingo, 3 de janeiro de 2010

legal
plural
fatal

enquanto corria a barca

Eu sou um pássaro
Que vivo avoando!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Amar

(Carlos Drummond de Andrade)
Que pode uma criatura senão,
senão entre as criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos virados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Apenas porque me ouviste é preciso que eu te mate

eu sou surdo!

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